Ciclo de Oficinas Colaborativas da Enfam busca trazer inovação na educação judicial

Primeira ação educacional ocorreu nesta quarta-feira, com docentes da Escola

Compreender de que forma integrantes da magistratura veem a educação judicial do futuro foi uma das motivações para a criação do Ciclo de Oficinas Colaborativas, pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam). Ao longo deste ano, serão realizadas cerca de 20 oficinas com diferentes públicos da Escola, como discentes, docentes e membros de escolas judiciais e da magistratura, sendo que cada uma delas terá entre 20 e 30 participantes.

As oficinas serão realizadas no Laboratório de Inovação da Enfam e abordarão temas como o Exame Nacional da Magistratura (Enam), métricas de avaliação e currículo para os programas de formação inicial e continuada, entre outros assuntos com impacto na Enfam e nas Escolas. Essa ação educacional faz parte do Plano de Gestão de Atividades e foi pensada de forma transversal, abrangendo projetos estratégicos da Escola que envolvem autoavaliação institucional, reorganização e aprimoramento de normativos, acessibilidade e inclusão, e fiscalização e acompanhamento das ações das escolas.

Segundo a secretária de Gestão Administrativa, Orçamentária e Financeira da Enfam, Jaqueline Mello, ao final das oficinas os participantes deverão apresentar um protótipo, com propostas de melhorias para a educação judicial. “Os participantes decidem o formato, que poderá ser desde um projeto de lei a um curso ou uma publicação, por exemplo”, explicou. Segundo Jaqueline, cada protótipo será analisado pela equipe técnica da Escola e considerado para embasar mudanças.

Ela explica que as oficinas também poderão ser desenvolvidas fora do Laboratório de Inovação na sede da Escola, durante visitas técnicas realizadas por membros da Enfam às escolas judiciais e da magistratura em outros estados. “Queremos aproveitar esse momento para ouvir importantes atores sobre a educação judicial do futuro, especialmente a magistratura”, destacou Jaqueline.

Primeira oficina
A primeira oficina ocorreu nesta quarta-feira (2), durante o Encontro Nacional de Formadoras e Formadores, com a participação de docentes, e tratou de soluções para desafios da educação judicial. O encontro piloto foi ministrado pelas servidoras Gisele Molinari Fessore, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), e Miliany Santos Meguerian, do Conselho da Justiça Federal (CJF).

Miliany Meguerian destacou o engajamento do público participante, formado em sua maioria por magistrados. O protótipo apresentado foi um cardápio de ações da Enfam para melhorar a formação continuada da magistratura, com sugestões elaboradas por quatro grupos diferentes e que envolvem diversas áreas da Escola. “A grande vantagem de um ambiente de inovação é que você horizontaliza todos: não existe hierarquia, conseguimos fazer de uma forma que fiquem no mesmo nível. Além disso, nesta oficina específica a gente ouviu o professor que está em sala de aula e que vê os maiores problemas e gargalos, então sabe melhor o que funciona, o que deve mudar nas formações”, explicou a formadora.

2/4/2025 I  Primeira oficina do Ciclo de Oficinas Colaborativas Enfam 2025 I Brasília/DF